quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Só mais um vício

Ah o amor é como um vício. Sua vida até parece muito bem sem ele, até que vem um conhecido e apresenta-o a ti em uma festa qualquer. E tudo começa como quem não quer nada, apenas conhecendo, apenas experimentando.

O tempo passa e você começa a conviver com aquilo, cada vez mais e mais, sem nem ao menos perceber o quanto já faz parte de ti. Você começa a se aproximar das pessoas que te levam até ele, que te dão notícias sobre ele ou apenas te dão oportunidade pra falar dele mais uma vez.

E quando menos esperas, já és dependente! E nem havias percebido... Já é melhor e mais prazeroso do que tudo que esta acontecendo em tua vida. É terrível passar o dia sem e uma maravilha senti-lo no mais fugaz dos contatos.

O teu corpo sente a presença e a falta dele. Você começa a suar, a tremer e a congelar no mínimo contato, que depois é seguido de um alívio tão grande. O peito aperta, o incômodo terrifica, a angústia dói e o desalento destrói, pela falta. É algo que já é tão teu que perdê-lo parece ser amputar uma parte tua e, das mais vitais.

Como viver sem? Como aprender a ficar sem este algo que tanto te leva ao êxtase? É como levar-te ao paraíso e, sem qualquer aviso, arrancar você dali deixando apenas memórias. Estas que parecem restar somente para te atormentar.

E mesmo sendo o céu e o inferno, mesmo feridos e querendo viver sem, ainda fica o desejo de uma próxima vez.

Eric

4 comentários:

Bar dos Poetas disse...

Vício é nunca querer largar
apoderar-se da morte alheia
para nunca poder a enfrentar,
prostar-se diante das escolhas
para que possam sempre te ajudar
e desdenhar da paciência
e sempre a racionalidade questionar.

Não é fundamental
acharmos que nosso amor
é tão imortal
quanto o desejo de estar ladeado
do alvo de nosso vício.

Amar é a maneira
que um vício de alguém se perpetua
e sempre nos entremeia
em ilusões de penintência
e que sempre será sua.

Abraão.

Bar dos Poetas disse...

Abraão e seus comentários "auto-ajuda", como diria o chico.

O amor é a doença, é também a cura. É a falta e também a presença. É a felicidade e a tristeza. A calma e a tempestade. O dia e a noite, principalmente a noite. O amor somos nós. E assim como nós, ele é tudo e também não é nada...
:)

Bar dos Poetas disse...

Isso de auto-ajuda
é medo de se encontrar
onde as palavras te indicam
o jeito que podes estar.

Nunca somos apenas um
mas é melhor assim pensar
que conseguimos generalizar
o que não podemos controlar.


Abraão.

Aurelio disse...

e eu ja fico ate com vergonha de escrever! heuahuea

marco